domingo, 4 de janeiro de 2026

A SOBERANIA NÃO SE NEGOCIA: APOIO TOTAL AO POVO VENEZUELANO E À REVOLUÇÃO BOLIVARIANA!

    



    O terrorismo sempre foi utilizado pelas potências imperialistas como recurso auxiliar de sua política externa. Os inúmeros atos de agressão cometidos por Washington contra os venezuelanos passaram pela sabotagem, a guerra comercial e até mesmo a pirataria aberta; com o bombardeio de Caracas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores na madrugada de sábado (03/01), a delinquência da sua política externa atingiu níveis intoleráveis.

    Assim como Hitler e Mussolini destruíram as convenções do Tratado de Versalhes e a antiga Liga das Nações com sua política expansionista e agressiva, hoje é Trump quem lidera a camarilha protofascista global que, com seus atos e declarações, escancaram o definhamento de todos os princípios contidos na Carta das Nações Unidas e do direito internacional arduamente construído desde o fim da II Guerra Mundial.

    As recorrentes afirmações de Trump sobre seus objetivos não permitem mais que se tenha ilusões "honestas" a respeito do que está em curso: com a Doutrina Monroe 2.0, os EUA pretendem conter a influência chinesa no continente,  anular os principais adversários de sua política internacional e ter acesso às riquezas minerais do continente, sobretudo o petróleo venezuelano. Há quase três décadas, a Venezuela figura como a grande trincheira da luta anti-imperialista na América, por essa razão, para os EUA é imperativo destruir a unidade civil-militar que comanda a experiência popular do socialismo bolivariano, pois somente assim se efetivaria o controle político e econômico do território. Trump criou para isso a ridícula e cínica retórica de se combater o narcotráfico para violentar os Estados onde seus aliados não governam -  ao mesmo tempo em que concede indulto para aliados condenados por tráfico de drogas... Vemos uma renovação portanto das mentiras que caracterizaram a chamada Guerra ao Terror no Oriente Médio no inícios dos anos 2 mil.

    O presidente Nicolás Maduro e a vice-presidenta Delcy Rodriguez, legítimos representantes de seu povo e do legado da Revolução Bolivariana liderada por Hugo Chávez, não se curvaram e não entregaram sua pátria aos traidores e lacaios de Washington. Cabe portanto à sociedade brasileira e à toda comunidade latino-americana apoiar os venezuelanos em sua luta, que afinal, é também a luta de todos os povos do Sul Global.  O repúdio é necessário porém insuficiente diante da gravidade da situação, setores civis e militares, movimentos sociais e partidos políticos, bem como as instituições do Estado brasileiro devem se pronunciar e organizar maneiras efetivas de conter e expulsar a ameaça e a agressão imperialista de nosso continente. 

    Sem nenhuma vacilação, nos levantemos pela expulsão de todas as tropas estadunidenses do Caribe do Cone Sul, pela libertação imediata do presidente Maduro e sua esposa, o fim das sanções econômicas e a devolução dos ativos venezuelanos roubados. Enterremos definitivamente as forças aliadas da subserviência em nossos países, pela máxima unidade na defesa da soberania da Venezuela e de todas América Latina. Nosso total apoio ao povo e ao governo venezuelanos!

4 de janeiro de 2026, Enfrente!